Para a Polícia Civil(PC) não restam dúvidas: o vereador Waldeir de Freitas foi o mandante do assassinato do ativista político Jonas Soprani, morto a tiros em junho do ano passado, em Linhares.
Desde a última semana, o parlamentar é considerado foragido. Além da constatação do mandante, as investigações mostraram que um amigo do vereador, Cosme Damasceno, ajudou a dupla de atiradores que atuaram no crime. O homem é considerado um dos intermediadores, entre quem mandou e quem executou.
O carro utilizado na fuga foi identificado a partir de imagens de segurança nas imediações do local onde aconteceu o crime. A Polícia Civil também conseguiu rastrear o celular de Damasceno para obter referências da localização. O veículo foi encontrado 12 dias depois, em Cariacica. Chamou a atenção dos investigadores que ao lado dele estava um outro carro branco com brasão da Câmara de Vereadores de Linhares.
A pedido da Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal abordou o carro. Segundo o delegado Tiago Cavalcante, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa(DHPP) e responsável pelas investigações, dentro do veículo estava o vereador.
ENVOLVIDOS
Segundo as investigações, o crime teve como mandante o vereador. Atuaram dois intermediários: Cosme Damasceno, que é amigo do político e tem ligações com o tráfico de drogas, e Genebaldo da Fonseca, que atualmente está preso.
Houve dois atiradores: Jhulian Alves de Souza e José Natalino dos Santos. O primeiro deles foi morto em um confronto com a PM no ano passado. O outro está preso em Linhares. Após o crime, os atiradores fugiram e entraram no carro dirigido por Damasceno, segundo a polícia.
Preso no ano passado, Waldeir foi colocado em liberdade. A Justiça expediu um novo mandado de prisão na última semana contra o vereador, que até o momento não se apresentou à delegacia e está foragido.
Cosme Damasceno também foi preso e confessou ter participado do crime. Ele, qie foi solto em agosto do ano passado, também é procurado pela polícia, tendo mandado de prisão aberto desde dezembro de 2021. Em depoimento, ele já relatou para a polícia que agiu para beneficiar Waldeir.























































