O advogado Luiz Pedro Moraes, de 26 anos, suspeito de tráfico de drogas e associação ao tráfico, foi preso na manhã desta quarta-feira (25) em Linhares durante cumprimento de mandado de prisão preventiva. A prisão ocorreu no bairro Aviso e foi realizada pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) do município. De acordo com a polícia, ao chegarem ao endereço do indivíduo, os policiais realizaram um período de campana. Por volta das sete horas da manhã, a equipe da Denarc se deslocou até o portão da casa suspeito e foi atendida pela mãe dele.
Os policiais, então, se identificaram e solicitaram a presença do indivíduo, informando a existência do mandado de prisão preventiva em seu desfavor. O homem foi preso e não apresentou resistência, sendo conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe. Segundo a PC, a diligência foi acompanhada por um representante da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES) e do advogado do detido.
“Ele é investigado por envolvimento com tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo as investigações, o suspeito teria sido surpreendido dentro da Penitenciária Regional de Linhares, com um bilhete, repassando informações para criminosos. O preso foi interrogado e encaminhado à unidade prisional respectiva, onde seguirá à disposição da Justiça”, informou o titular da Denarc de Linhares, delegado Tiago Cavalcante.
O QUE DIZ A DEFESA
Representando a defesa de Luiz Pedro Moraes, o advogado Júnior Mendonça informou ao, que não há nada que associe seu cliente ao tráfico de drogas, considerando que foi a primeira vez que o advogado fez atendimento ao detento no presídio. Segundo o advogado de defesa, ele trabalha para conseguir a liberdade ou prisão domiciliar de Luiz Pedro e não concorda com a prisão. “O advogado tem a prerrogativa de não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de
estado-maior, com instalações e comodidades
condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar. O Espírito Santo não tem sala de estado-maior e a defesa não concorda”, disse.
O QUE DIZ A OAB-ES
Procurada pela reportagem, a OAB-ES comunicou que buscará informações sobre o caso e tomará as providências cabíveis, observando o Código de Ética e Disciplina e as prerrogativas da advocacia.























































