A Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia de Crimes Contra o Transporte de Cargas, com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Rodoviária Federal, recuperou, na cidade de Varginha, em Minas Gerais, uma carga de café em grãos de aproximadamente 530 sacas, totalizando 32 toneladas e avaliada em R$ 500 mil.
A operação foi realizada no dia 9 deste mês, porém, as informações só foram divulgadas na última sexta-feira(15).
ENTENDA O CASO
A carga havia saído do município de Linhares no dia 22 de junho, com destino a Piumhi(MG). De acordo com as investigações, o motorista, de 57 anos, pegou a carga com o documento adulterado.
Depois de sair de Linhares, o motorista chegou a um posto de gasolina no município de Nova Era, no estado mineiro, no dia 23 de junho, onde foi roubado e colocado em cárcere privado.
Ele alegou que os criminosos o colocaram dentro de um carro, ficaram rodando durante 10 horas e que foi liberado no dia seguinte, por volta das 15 horas, na cidade de Betim, também em Minas Gerais. Disse ainda que rapidamente registrou um boletim referente ao roubo na cidade.
Após as buscas, foi possível localizar o caminhão, mas os criminosos tinham conseguido roubar o semirreboque e o celular do motorista.
Após ter ciência do fato, a equipe da Delegacia de Crimes Contra o Transporte de Cargas da Polícia Civil do Espírito Santo deu início a um trabalho de inteligência. Por meio de imagens de videomonitoramento, os policiais conseguiram identificar para onde a carga havia sido levada.
“Conseguimos ver que o café tinha sido descarregado em Varginha, dentro de um armazém de uma empresa”, informou o titular da Delegacia de Crimes Contra o Transporte de Cargas, Brenno Andrade.
“Logo após, procuramos a delegacia, que forneceu apoio, e fomos até o galpão onde a carga supostamente estaria. O local estava trancado e, por isso, a PCMG pediu mandado de busca e apreensão, que foi deferido. Depois, retornamos ao galpão”, acrescentou o delegado.
O proprietário, de 54 anos, confirmou que tinha recebido a carga e que estava fazendo um serviço para um amigo, para ensacar o produto. Logo depois, o amigo dele, um corretor de café de 59 anos, informou que havia vendido a carga para uma empresa. Os policiais foram até o local e localizaram a carga.
O representante da empresa não deixou retirar o produto do local, porque, segundo ele, teria comprado de forma lícita e apresentou a nota fiscal, com o valor de R$ 90 mil a menos do que o original. A carga foi apreendida até a determinação judicial.
O delegado da Polícia Civil de Minas Gerais optou por não autuar os suspeitos pelo crime de receptação. O caso segue sob investigação e o motorista é investigado por ter dado uma falsa comunicação de crime.























































