A comunidade católica participa nesta segunda-feira(22) das celebrações em homenagem a Santa Rita de Cássia, conhecida com a Santa das Causas Impossíveis.
Em Linhares, uma missa deve lotar a Paróquia Santa Rita de Cássia, localizada no bairro Araçá. A celebração está confirmada para às 19h30 e será presidida pelo bispo diocesano Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa. Ao final da celebração, haverá a tradicional bênção das rosas. A missa vai ser transmitida pelo Facebook e Youtube da paróquia.
História e vida de fé
Santa Rita nasceu na Itália, em 1381. Chamada Margherita, ganhou o carinhoso apelido de Rita com o qual seria conhecida no mundo todo, associado ao título de “santa das causas impossíveis”.
Sua história de fé começa com um casamento contrariado. Conta a narrativa que para satisfazer ao gosto dos pais, a jovem casou com um homem temperamental com o qual teve dois filhos. Durante os 18 anos do matrimônio, ela procurou pregar a paz e a harmonia no lar e, à custa de muita oração, abrandou o temperamento forte do esposo.
Um dia, entretanto, seu marido foi brutalmente assassinado. Na intenção de vingar a morte do pai, os dois filhos de Rita juraram fazer o mesmo com seus malfeitores. Para evitar que seus filhos fizessem o mal a terceiros, Rita pediu que Deus os protegesse e, se fosse o caso, levasse suas almas. E foi o que aconteceu. Os dois morreram, vítimas de uma doença sem cura, após perdoarem os criminosos que tanto odiavam.
Abalada com a morte do esposo e dos filhos, Rita desejou se recolher ao Convento das Agostinianas de Cássia, mas não foi aceita. Com espírito fervoroso, rogou aos santos de sua devoção: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino. Ingressa no convento com o apoio dos santos, viveu ali 14 anos até sua morte, trazendo na testa um estigma e associando-se a um dos momentos mais fortes da crença católica: a Paixão de Cristo.
Antes disso, ela teria solicitado a uma parente uma rosa vermelha e dois figos do antigo jardim de seus pais. Não era tempo de rosa e nem de figos, mas para a surpresa da mulher, havia uma linda rosa vermelha e dois figos maduros despontando em meio ao jardim.
Rita morreu no mosteiro de Cássia, em 22 de maio de 1457 e não foi sepultada. Seu corpo permaneceu exposto no oratório até 1595, quando foi transferido para a igreja anexa, hoje dedicada a ela. O seu corpo permanece intacto.
Canonizada em 1900, Rita de Cássia é modelo e amparo para milhares de pessoas e é considerada como uma das santas mais populares do mundo.
Segundo o Papa João Paulo II, “Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus. Porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana”.























































