Mais de um ano após o acidente que derrubou a passarela localizada no km 149 da BR-101, em Linhares, a estrutura ainda não foi reconstruída. A queda aconteceu em fevereiro de 2024, quando a alça de uma retroescavadeira transportada por uma carreta atingiu o vão central da passarela, provocando o desabamento da travessia e ferindo um ciclista que passava pelo local.
À época, a concessionária Eco101 afirmou que a reconstrução da passarela seria feita a partir das estruturas remanescentes, e que o início das obras estava previsto para o início de 2025, prazo que não foi cumprido.
Segundo a empresa, a nova passarela será pré-moldada e as obras serão concluídas dentro deste mês de julho: a estrutura está sendo fabricada no galpão de uma empresa terceirizada e será transportada pronta para ser encaixada nas fundações remanescentes.
Ainda de acordo com a empresa, estudos técnicos apontaram que as laterais da estrutura original não foram comprometidas no acidente e, por isso, poderão ser reaproveitadas com segurança. A opção pela estrutura pré-moldada visa agilizar a obra e reduzir os impactos no tráfego da rodovia, que tem grande fluxo diário.
“O objetivo do uso da estrutura pré-moldada, construída em outro local, é reduzir os impactos da obra na rodovia, garantindo mais segurança e maior trafegabilidade para os usuários da BR-101”, completou a concessionária.
RELEMBRE O CASO
O acidente que causou o desabamento da passarela ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2024. A carreta que seguia pela rodovia transportava uma retroescavadeira com altura acima do permitido. A alça do equipamento atingiu o vão central da estrutura, que não resistiu ao impacto e veio abaixo.
No momento da queda, o ciclista Jefferson Carriço Queiroz, de 27 anos, atravessava a passarela. Ele foi atingido pelos destroços e socorrido em estado grave, sendo levado ao Hospital Rio Doce e depois transferido ao Linhares Medical Center. Jefferson teve ferimentos nas pernas, trauma na cabeça e perda auditiva.
Já o motorista da carreta foi autuado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por trafegar com carga com excesso de altura, sem autorização especial. A PRF também identificou que ele havia se envolvido em outro incidente semelhante no município de Ibiraçu, quando derrubou fios de energia com o mesmo tipo de veículo.
























































