Com a adesão de trabalhadores mateenses à greve nacional dos garis e margaridas, cerca de 100 toneladas de lixo estão deixando de ser recolhidas por dia em São Mateus. De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano e Transporte, Flávia Barbosa Mendonça, este é o volume de lixo urbano recolhido diariamente no município. Desde a semana passada, a Prefeitura emitiu comunicado informando sobre a adesão dos trabalhadores mateenses à paralisação nacional dos garis e margaridas, solicitando a colaboração de moradores para evitar acúmulo de lixo nas vias da cidade.
“A paralisação na coleta de lixo acontece a nível nacional. Em São Mateus, até o momento, boa parte da população atendeu ao chamado da Prefeitura, de evitar colocar lixo nas ruas nesse período, o que tem evitado transtornos maiores. A Prefeitura reforça o pedido para que a população evite pôr o lixo na rua durante a paralisação, evitando assim acúmulo de sujeira e de animais que possam ser atraídos pelo lixo. A prefeitura lamenta os transtornos e espera que a situação se normalize o quanto antes” – reforçou a secretária no final da tarde desta segunda-feira (22), dia que marcou o início do ato em todo o Brasil.
De acordo com a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares (Sindilimpe-ES), Lucimar Rodrigues da Cunha, a paralisação é por tempo indeterminado e está sendo feita como forma de pressionar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, para que ele coloque em votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garante o pagamento do piso salarial para a categoria. Ela frisa ainda que outra pauta defendida pelo movimento é a garantia de prazo mínimo de aposentadoria de garis e margaridas para 25 de anos de trabalho.
Ainda segundo Lucimar, a paralisação dos serviços é total, funcionando apenas o recolhimento de lixo hospitalar, de risco biológico, ou seja, aqueles que podem trazer risco imediato à saúde da população. A diretora regional afirmou ainda que nesta segunda-feira, os trabalhadores chegaram à sede da empresa, que fica localizada na margem da BR-101, próximo ao local onde está sendo construído o Complexo de Saúde do Norte, bateram o ponto normalmente, e permaneceram no local de braços cruzados. Segundo ela, esse ato é repetido por trabalhadores de todos os turnos.























































