Foi marcado para o dia 13 de março de 2023, às 9h, no Fórum Criminal de Linhares, o julgamento de Georgeval Alves Gonçalves, pelos estupros, torturas e homicídios qualificados do filho, Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e do enteado, Kauã Sales Butkovsky, 6. A informação é dos advogados de acusação, Síderson Vitorino e Lharyssa Almeida. O júri acontecerá oito dias antes de o crime completar quatro anos. Georgeval Alves é réu desde 2019, quando foi pronunciado, mas a pandemia e diversos recursos jurídicos prolongaram o processo. Um desses recursos, o chamado Recurso em Sentido Estrito (RESE), previsto no Código do Processo Penal, poderia anular o júri. No entanto, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) negou e o julgamento ficou mantido. Juliana Pereira Alves Sales, que é mãe das duas crianças e, na época, era casada com Geogerval Alves, não será julgada junto com ele, já que foi absolvida por falta de provas. A acusação tentou que Juliana fosse ouvida no Plenário do júri, mas o juiz Tiago Fávaro Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, indeferiu o pedido frisando que ela faz parte do processo criminal e não pode falar na condição de testemunha. Serão ouvidas 20 pessoas no júri, das quais 10 estão intimadas como testemunhas (três arroladas pelo MPES, quatro pela acusação e três pela defesa) e as outras 10 divididas da seguinte forma: três delegados, entre eles André Jaretta, responsável pela investigação e inquérito, dois Bombeiros Militares, além de cinco peritos. Georgeval Alves está preso desde o crime, em 2018, e o juiz manteve a prisão preventiva por “medida de garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, sendo que, em tal provimento judicial, foram abordados, de forma fundamentada, os aspectos relacionados à gravidade concreta dos crimes supostamente praticados”.
100 anos de prisão
Os advogados de acusação querem mais de 100 anos de prisão para o Georgeval Alves. Síderson Vitorino e Lharyssa Almeida frisam que conhecem “o processo à fundo em cada uma das suas páginas” e que estão preparados “para requerer mais de 100 anos de prisão para Georgeval Alves, pelos crimes que cometeu”. Joaquim Alves Sales e Kauã Salles Butkovsky foram encontrados carbonizados, dentro de um quarto da casa onde eles moravam, na noite do dia 21 de abril de 2018,. A mãe deles, Juliana, estava em viagem fora do Estado. Inicialmente, Georgeval Alves contou que acordou com o choro das duas crianças pela babá eletrônica e percebeu que o quarto em que elas dormiam estava em chamas. Ele disse que foi até o cômodo e tentou salvá-las, mas acabou queimando os pés e sendo empurrado para fora pela força do fogo. No entanto, chamou a atenção às informações dadas por Georgeval Alves à polícia e publicamente. As lesões pelo fogo do incêndio causaram apenas machucados simples nas mãos dele, o que o levou a ser investigado. A prisão dele aconteceu no dia 28 de abril.























































