Um levantamento nacional apresentado pelo Ministério da Saúde neste mês de outubro acende o alerta para o risco da presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, em municípios brasileiros. Em São Mateus, a Vigilância Ambiental em Saúde diz que mantém ações de prevenção e controle do Aedes aegypti, diante da possibilidade de crescimento das ocorrências nos próximos meses.
Conforme o Ministério da Saúde, o levantamento identifica os principais tipos de criadouros do mosquito e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica municipal, a enfermeira Lorena Bachietti Bernardina, o município se prepara para um possível aumento de casos, cenário, segundo ela, esperado em diferentes regiões do País em razão dos efeitos do fenômeno El Niño.
Segundo Lorena, até a Semana Epidemiológica 39, encerrada em 3 de outubro de 2026, São Mateus havia confirmado 31 casos de dengue. Porém, no mesmo período do ano passado, foram 321 casos confirmados da doença no município. “Não houve registro de mortes pela doença no município neste ano de 2026 até o momento” – afirma a enfermeira.
O coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde, Leones Arezzi Leite, aponta os bairros São Pedro, Vitória, Bom Sucesso, Aroeira e Guriri com maior concentração de focos do mosquito. “Um dos fatores que favorecem a proliferação do vetor é o armazenamento inadequado de água. Tonéis e tambores sem tampas apropriadas podem se transformar em criadouros, por isso, a vigilância reforça a necessidade de inspeções e orientações aos moradores dessas localidades — frisa.
Segundo Leones, as equipes municipais realizam atividades de controle larvário e vetorial de segunda a sexta-feira, durante o expediente regular. Ele destaca que agentes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde atuam em conjunto com as unidades de saúde na identificação de focos, aplicação de tratamentos necessários e orientação à população.
De acordo com Leones, o Município ainda utiliza equipamentos termonebulizadores, conhecidos como fumacê, e dispõe de equipamento veicular para aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV pesado).

























































