Pouco mais de um mês depois do início do ano letivo nas escolas da rede municipal de Colatina, os estabelecimentos de ensino já estão em condições de avaliar os efeitos da lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. A fase de adaptação à lei federal ainda não terminou, mas já é possível falar do assunto.
A lei foi criada em resposta ao crescente debate sobre o uso dos aparelhos nas escolas, o que vinha gerando grande preocupação para os especialistas e as famílias em geral, devido aos impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens.
O Portal de Notícias ES Fala conversou com Lisandra Senra Avancini Bendineli, diretora há 2 anos da Escola Municipal “Maria da Luz Gotti”, localizada na avenida Sílvio Avidos, em São Silvano.
* Os alunos têm lidado com a proibição? Como você está vendo o resultado?
“Até o ano passado, nós tínhamos atividades pedagógicas com o uso do celular, porém, direcionadas pelo professor e pela supervisora. Também em 2024, a escola ganhou 35 chromebooks, que vieram para suprir a necessidade do celular na escola.
Então, assim, é proibido utilizar celular dentro da escola, e os equipamentos (chromebooks) chegaram justamente para garantir as pesquisas e atividades pedagógicas na instituição, sem o uso dos celulares”.
* Tem algum ou outro aluno que é mais resistente?
“Em sua maioria, não. Tem algum ou outro aluno que se vê necessitando do celular. No entanto, aqui na escola a situação é dialogada com familiares, através de reunião de pais, que ficam cientes das normas escolares, assim como a lei”.
A diretora finalizou a entrevista dizendo que a lei busca o enfrentamento ao uso excessivo e inadequado dos celulares, considerando suas consequências negativas para o desenvolvimento biopsicossocial dos estudantes.
A Lei 15.100/2025 proibiu o uso dos celulares durante as aulas, recreio ou intervalos de todo o ensino básico desde o dia 13 de janeiro de 2025.























































