A Consigaz anunciou que investirá R$ 10 milhões na instalação de uma base operacional em São Mateus. O empreendimento foi apresentado pela Prefeitura durante o Dia D do Desenvolvimento, realizado no sábado (5), e será construído em uma área de 40 mil metros quadrados cedida pelo Município no Polo Industrial, no Bairro São Benedito (Rodocon).
A unidade será destinada ao armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP), ao envasamento de botijões de 13 quilos e à distribuição do produto para residências, empresas e indústrias. A expectativa da empresa é transformar São Mateus em um ponto estratégico para o abastecimento do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia.
Segundo o gerente da unidade de negócios da Consigaz no Espírito Santo, Leonardo Vargas, o GLP armazenado e envasado na nova base será adquirido da Petrobras. A estrutura terá capacidade inicial para produzir pelo menos 5 mil botijões por dia.
Além do gás destinado ao consumo residencial, a unidade também fará a distribuição de GLP a granel. O produto será fornecido a indústrias, hotéis, restaurantes, hospitais, presídios, condomínios e empresas do agronegócio. Entre as possibilidades de uso está a secagem de café e pimenta-do-reino.
Quando estiver em operação, a base deverá gerar entre 70 e 100 empregos diretos. Durante a fase de construção, a estimativa é de aproximadamente 200 trabalhadores envolvidos nas obras.
Leonardo Vargas detalha ainda que a Consigaz já mantém uma base operacional em Cariacica e atua no Espírito Santo há cerca de 15 anos.
“Com 55 anos de mercado, a empresa é atualmente a terceira maior distribuidora de GLP do Brasil”, reforça.
OBRAS DEVEM DURAR 18 MESES
Com a cessão do terreno pelo Município, a Consigaz informa que iniciou a busca pelas licenças necessárias para a implantação da unidade, incluindo as autorizações municipais e ambientais.
De acordo com Leonardo Vargas, depois do início das obras, a previsão é de que a construção seja concluída em aproximadamente 18 meses. A expectativa é que a base esteja pronta para entrar em funcionamento em meados de 2028.
O gerente explica que o processo de licenciamento tende a ser mais demorado devido às características da atividade e às exigências de segurança e proteção ambiental.
“Porque a gente sabe que as licenças aqui no Brasil são muito burocráticas, ainda mais quando a gente fala de produto perigoso como o nosso.
Então envolve meio ambiente e a Agência Nacional do Petróleo. Geralmente é um pouquinho mais moroso porque esses órgãos precisam, de fato, dar todo atestado de capacidade técnica de que a empresa está dentro das normas ambientais e técnicas” – explica.
REDUÇÃO NO CUSTO PODE BARATEAR O GÁS DE COZINHA NA REGIÃO
A instalação da base operacional também poderá contribuir para a redução do custo do gás de cozinha na região. Um dos principais fatores apontados pela empresa é a diminuição das despesas com transporte.
Segundo Leonardo Vargas, o frete representa atualmente uma parcela significativa do custo do GLP comercializado na região. Com uma unidade instalada em São Mateus, a distância entre o ponto de armazenamento e os consumidores será reduzida.
A estimativa do gerente é de que essa economia logística possa resultar em uma redução de 12% a 15% no preço do produto na região. Ele ressalta, no entanto, que o valor final ao consumidor depende de outros fatores envolvidos na cadeia de comercialização.
“É bem provável que na região o produto chegue muito mais barato, principalmente em São Mateus”, afirma.
COMO FUNCIONARÁ A NOVA BASE
O GLP é o gás liquefeito de petróleo, conhecido popularmente como gás de cozinha. Segundo Vargas, o produto será recebido da Petrobras por meio de carretas-tanque e armazenado na nova unidade.
A estrutura contará com tanques de armazenamento com capacidade de 120 toneladas cada. A partir deles, o gás será destinado a dois tipos principais de distribuição: o envasamento em botijões de 13 quilos, voltados principalmente ao consumo residencial e ao comércio, e o abastecimento a granel, realizado por caminhões-tanque.
“Ele vem através de carretas-tanque, armazena dentro da nossa base operacional, em tanques de 120 toneladas de armazenagem cada. Desses tanques, ele é envasado nos botijões de 13 kg, que é vendido para o comércio, para uso doméstico, e são comercializados em caminhões-tanque também, que vão fazer o abastecimento direto nas indústrias, nos hotéis, nos condomínios” – explica o gerente.























































